Ponte entre a Tecnologia e a sala de aula

“Há diversos modos pelos quais a internet pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em processo processo de criação real e de autoria.”

Em seu artigo, Alberto Tornaghi discute, entre outros pontos, se o “copiar e colar” é tão ruim assim.

Veja o artigo completo: Ponte entre a Tecnologia e a sala de aula, que saiu na Revista TV Escola edição de março/abril 2010.

Boa leitura!

Coisas importantes e significativa

"Navegar é preciso.
 Viver, não é preciso."
Fernando Pessoa

A linguagem básica de desenvolvimento para web é a HTML. O nome completo seria “Linguagem de Marcação de Hipertexto” – HyperText Marckup Language, que é o termo em inglês de onde se origina a abreviação HTML.

Durante muito tempo, os desenvolvedores, ignoraram a importância da HTML. É ela que dá significado para a informação exibida e consumida na web. Por isso, é importante que saibamos suas características e em quais conceitos a HTML é baseada. Para começar a HTML é uma maneira de escrever 
hipertextos.

Características dos hipertextos

Pierre Lévy em seu livro As tecnologias da inteligência propõe seis critérios para se caracterizar os hipertextos.

Princípio da metamorfose: é o processo de constante construção e renegociação de sentidos que se dá nos hipertextos. A estrutura criada pode até permanecer estável durante um certo tempo, mas ela é sempre fruto de um trabalho em direção a uma estabilidade. Também a própria dinâmica da disseminação de informação, na web, faz com que os prazos de atualização sejam diminuídos. Há uma demanda social pela metamorfose. Há uma linguagem visual e um sistema de organização da informação, uma arquitetura de dados ainda em definição.

Princípio da heterogeneidade: tanto os nós, as informações organizadas em uma determinada seção de um hipertexto, como as conexões que se estabelecem entre as diversas partes dele, têm um caráter extremamente heterogêneo. Os dados são qualitativamente diferentes (imagens, sons, textos); não há uma padronização visual, o tipo de conexão que o leitor estabelece também passa por diversas razões como: critérios lógicos, afetivos, ocasionais, instintivos etc. Também as pessoas que interagem na Internet, são de diferentes procedências. Podem ser indivíduos isolados e até grandes empresas. Não há fronteiras nacionais. De certa forma, até os atributos físicos e sexuais de uma pessoa podem ser definidos, no âmbito do discurso.

Princípio da multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto se organiza de forma "fractal". Cada nó ou conexão pode revelar toda uma rede de novos nós e conexões e cada novo nó pode apresentar um outro universo de conexões, e assim por diante. Os eventos veiculados pela Internet também têm uma capacidade de mobilização social diferente daquela possibilitada por outras mídias. Pequenos eventos podem ter grandes efeitos a partir de uma rede sinérgica, sensível e desterritorializada de correlação de informações feitas por usuários anônimos em todo o mundo. Um tipo de "efeito cascata", uma progressão geométrica.

Princípio de exterioridade: Não há uma unidade, nem um motor próprio na Internet. Sua construção, definição e manutenção dependem de complexas e múltiplas interações, conexões entre pessoas e equipamentos. O fluxo constante de elétrons, de dados digitais, que mudam constantemente são incorporados e trocados a todo momento.

Princípio da topologia: nos hipertextos, tudo funciona por proximidade, por vizinhança. O curso dos acontecimentos é uma questão topológica, relacionada à construção de caminhos. "A rede não está no espaço, ela é o espaço".

Princípio da mobilidade dos centros: a rede tem uma estrutura rizomática, com múltiplos e móveis centros, que se organizam de acordo com o fluxo da narrativa e da leitura. A cada conexão desenham-se novos cenários de leitura com novos centros, novas possibilidades. A idéia da necessidade de um centro fixo para a organização da leitura é transferida para a idéia de que o leitor é o centro, o seu interesse, o seu tempo disponível, a sua cognição.

BIENAL DO LIVRO - SÃO PAULO

http://www.bienaldolivrosp.com.br/


21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo




Pessoal,

Neste final de semana estive na Bienal do Livro, nem o frio intimidou as pessoas a saírem de casa para irem a Bienal do Livro. Quando chegamos, os portões tinham acabado de abrir e já haviam muitas pessoas na entrada do pavilhão do Anhembi. Estacionar era a maior dificuldade.

Um dos pontos marcantes da Bienal do Livro são as variedades de opções e o atendimento personalizado que os expositores oferecem ao público do evento. Lançamentos e novidades tecnológicas na área se reúnem e quem ganha somos nós leitores, visitantes da Bienal.

No sábado muitos autores de livros vieram para a sessão de autógrafos. Com eles, a festa se tornou completa para quem esteve no maior evento literário do País. As filas para autógrafos de Mauricio de Sousa e Ziraldo, por exemplo, começaram bem antes deles se sentarem à mesa para receber seus leitores. Padre Marcelo foi outro que atraiu uma multidão à Bienal em sua sessão de autógrafos. 


Percepções ao navegar por hipertextos

Os hipertextos são utilizados muito no meio da internet para fazer ligações de informações de textos com outros textos, que podem também serem em forma de links.
De acordo com o Wikipédia.org[1], o significado de hipertextos: “é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual agrega-se outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda as informações que estendem ou complementam o texto principal.”
O hipertexto pode remeter-nos a imagens, sons, textos complementares, gráficos e mesmo direcionar para outros lugares na área do conhecimento, desta forma proporcionando uma visualização e enriquecimento da informação necessária, como complementação de mais informações sobre o que se está pesquisando.
Minha experiência na utilização de hipertextos é bem tranqüila, não tenho nenhuma dificuldade quanto a utilizar os hipertextos, ao contrário, aproveito para complementar meu conhecimento. E muitas das vezes novas informações são complementadas.
Não senti nenhuma dificuldade ao me perder nos hipertextos e ou hiperlinks, sempr e observo onde estão me levando e se as informações da qual me remetem são verídicas, ou de lugares que possam me ajudar na pesquisa.
Logo que começaram a surgir os hipertextos na internet, eram em quantidade bem menores do que atualmente. Hoje com a quantidade de informações, os hipertextos foram sendo mais utilizados.
O que imagino é que desta forma as pessoas podem ter acesso a mais informações e complementação de seu conhecimento. É como dirigir um carro, você deve seguir um trajeto seguro, do qual não possa enganar-se direcionando a lugares não conhecidos, ou que possam lhe tirar do roteiro do qual iria seguir.




[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertexto

Quem sou como professor e aprendiz?

O professor e aprendiz contemporâneo necessitam atualmente, constante aprimoramento no ensino aprendizagem. Hoje, o professor precisa deixar de lado a sala de aula (quadro, livros, carteiras etc), ou seja, administrar bem outras formas de ensino, do qual estimule o aluno.

O aprendiz hoje, esta cada vez mais cibernético, muitas informações na mídia – TV, jornal e principalmente na internet.  Exige-se hoje, devido à rapidez das informações. Desta forma há uma necessidade, de mais  conhecimento, de estar sempre atualizado.  E muitas das vezes não há um estimulo por parte do professor, da comunidade escolar de como utilizar estes meios para seus conhecimentos. É o professor que deve estar cada vez mais atualizado quanto a isto. Lembrando ainda que ele não detém agora, apenas o conhecimento deve ser um “facilitador”, o organizador das idéias e pensamentos.

O professor deve propiciar ao aluno ser um buscador de aprendizagem, comunicação, produzindo e gerando conhecimentos e diferencial no desenvolvimento da aprendizagem. Ele deve navegar na internet, buscando portais, sites, blogs, ou mesmo outros recursos de multimídias que mais se encaixem com seus objetivos pedagógicos, e principalmente tendo sempre uma visão crítica, analisado o que for melhor para o aprendizado. Nos textos, mídias, vídeos, arquivos de áudio que estas ferramentas funcionem como recursos de representação de conhecimento, mas o professor deve estar atento para que as informações tenham qualidade.

Quando o professor disponibiliza este conhecimento diferenciado, suas aulas são transformadoras em momentos agradáveis, com mais interesse aos aprendizes; e estes se tornam cooperadores no processo de aprendizagem, deixando de lado os velhos momentos de quadro, giz e livros. Formando assim, cidadãos integrados no sistema cultural de nossa sociedade, preparados para serem futuros profissionais liberais, autônomos, e responsáveis por seus conhecimentos e buscadores de novos aprendizados constantes. Pois o conhecimento é crescente no ser humano.


Pingos nos is - a importância das comunidades em rede

Em menos de 15 anos, a Internet – e com ela o ambiente em rede a longa distância – surgiu como uma nova ferramenta de comunicação acessível a usuários domésticos e empresariais.

Saltando do uso restrito a alguns poucos pesquisadores enclausurados em sombrios centros de pesquisa, passou a crescer a uma taxa média anual de 14%, até atingir cerca de 1 bilhão de usuários no final de 2005, segundo pesquisa da eMarketer (www.emarketer.com1).

Trata-se de um fenômeno espantoso, ainda mais por não ter sido promovido, difundido ou controlado por governos ou empresas – uma tsunami totalmente sem aviso ou patrocinador.

Hoje, é impossível explicar a Internet com os óculos e conceitos do passado – desde seu surgimento praticamente autônomo até as conseqüências mais visíveis como o MP3, o Linux, o Kazaa, a Amazon, o Google, o Orkut e o Skype, que enfrentam do nada, e de repente, poderosos monopólios estabelecidos.

Isso vale também para os avanços da ciência, como a cura de doenças, o mapeamento e seqüenciamento do genoma humano2, e as novas conquistas em física quântica ou nanotecnologia...

Texto extraído “Pingos nos is: a importância das comunidades em rede”, de Marcos Cavalcanti e Carlos Nepomuceno.

Aproveitar o tempo!

Tirar a alma dos bocados precisos - nem mais nem menos.
Para com eles juntar os cubos ajustados.
Que fazem gravuras certas na história.
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...

                    Fernando Pessoa
(Extraido do poema Apostila, assinado pelo heterônimo Álvaro de Campos)